novembro 28, 2008

O medo do "next move", by blog do Arrumadinho

Num Blog, de visão masculina, aparece-nos este texto...

"A maior parte dos homens tem imenso medo do "next move", o momento de deixar a casinha da mamã e arriscar uma vida a dois com a namorada.
A casinha da mamã tem imensas qualidades.
Para começar, é à borla - a casa, a comida, as compras, o condomínio, as contas da TV Cabo, água, luz e gás fica tudo por conta dos papás.
Depois, é, verdadeiramente, o nosso espaço - o quarto onde crescemos, onde temos todas as nossas coisas, onde conhecemos cada gaveta, cada segredo, cada história ali passada. Voltar, todos os dias, àquele quarto é regressar à paz depois da guerra, a um abraço quente depois de uma noite fria.
Mas isso justifica que fiquemos até depois dos 30 anos no quartinho da casinha da mamã, quando já trabalhamos, ganhamos o nosso dinheiro e temos tudo para começar uma vida independente? Não, não justifica.
Nunca tive um quartinho na casinha da mamã. Ou melhor, tive, mas nunca vivi o verdadeiro conceito da coisa. Para mim, a liberdade sempre foi uma meta, a independência financeira um objectivo de curto prazo.
Por isso, aos 20 anos fiz-me à vida e troquei a vida familiar por uma aventura com três gajos que não conhecia de lado nenhum num apartamento no centro de Lisboa. Os três gajos que não conhecia de lado nenhum são, hoje, um colega de trabalho - estamos, diariamente, a 3 metros um do outro -, um dos melhores amigos e um companheiro de férias de esqui.
Ao longo de um ano, a vida a quatro naquele T2 ranhoso colado ao Jardim Constantino deu-me para crescer, para perceber o que é ter de gerir dinheiro, pagar contas, poupar, mas também para saber o que é lavar uma casa de banho, manter uma casa arrumada e, sobretudo, partilhar. E é isso o mais importante: partilhar.
Sinto que a maior parte dos homens tem problemas em partilhar. Fecha-se num mundo muito seu e tem uma perspectiva egoísta da vida, do imediato. Pensa no longo prazo mas nunca no presente.
E a vida é o presente. É, sobretudo, o presente.
Por isso, o primeiro passo para que se possa pensar numa vida a dois é, precisamente, começar a pensar a dois.
Um homem que não pense a dois nunca aceitará trocar o quartinho por uma casa com a namorada.
O "next move" pode ser um risco. Pode ser um fiasco. Pode ser o embate com uma realidade desconhecida e que levará, até, ao fim de uma relação. Mas, para mim, o "next move" é, sobretudo, uma lição de maturidade e aprendizagem.
Não deve ser encarado como um "vamos lá ver se isto funciona numa vida em comum", mas sim "vamos lá aprender a ser felizes vivendo 24 horas por dia juntos".

Se assim for, o "next move" é apenas o primeiro "move" para uma vida feliz."

setembro 29, 2008

Acerca das chuvas em Lagos...

Apanhei o Cristo crucificado a fazer uma amona à Nossa Senhora da Conceição...

*This is a local joke for local people. Are you local?

julho 17, 2008

junho 18, 2008

Por vezes, tudo o que precisamos é de um abraço...

E tudo começou com um video no youtube, que havia sido votado como "o mais inspirador"...
De facto, há algo de raro, nos dias que correm, nas manifestações espontâneas e desinteressadas de afecto.
A estranhos, principalmente.
E se aquele estranho é um serial killer? E se me vai roubar? Não tenho tempo para perder, quando deslizo pela rua, a mil à hora, no meio das minhas complicações mentais sem sequer vislumbrar os traços da imensidão de faces que cruzam o meu caminho...
Assim, após um vídeo que inspira de facto aqui fica o link para uma página com uma ideia que, não oferecendo nada de novo e nada de milagroso, de facto é, actualmente, extremamente original...


http://www.freehugscampaign.org/



Pois é!

"On the whole, human beings want to be good, but not too good, and not quite all the time."

George Orwell

junho 04, 2008

Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 pela Toada Coimbrã

Há algo que nos transporta para um mundo só nosso...
De dor e alegria. De um misto de nostalgia e mais um não sei quê que não se escreve.
Não sou de Coimbra. Não sou. Não seria nunca de outro sítio, que da minha casa...
Mas há algo que nos transcende, que nos une e que nos envolve numa emoção e união incomum.
Esta é uma delas...


"Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida,
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar, na tua vida.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.

Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar,
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida."


maio 27, 2008

abril 25, 2008

Alentejo...





Muito obrigado pequenote, por teres partilhado comigo esta pérola que descobriste nos meandros da net e que espelha tão bem o que tantos sentem...
Muitos beijinhos para ti!

março 04, 2008

Hoje foi quizz day...

... mas assim em dose maciça.

Não sei se concorde, na íntegra, com todos os resultados, mas que achei piada a alguns, achei...
Assim, aqui vão eles:
































fevereiro 27, 2008

...

Take this test!
Most right-brained people like you are flexible in many realms of their lives. Whether picking up on the nuances of musical concerto, appreciating the subtle details in a work of art, or seeing the world from a different perspective, right-brained people are creative, imaginative, and attuned to their surroundings.


People probably see your thinking process as boundless, and that might translate to your physical surroundings as well. Some people think of you as messier than others. It's not that you're disorganized, it's just that you might use different systems to organize (by theme, by subject, by color). Straight alphabetization and rigidly ordered folders are not typical of right-brained behavior.


You are also more intuitive than many. When it comes to reading literature, you probably prefer creative writing or fiction over nonfiction. And when it comes to doing math, you might find you enjoy geometry more than other forms like algebra.

fevereiro 08, 2008

Sometimes.

Sometimes I wonder about my life.
I lead a small life. Worth while, of course, no demeanour on that account. Nonetheless, a small life...

So, I came to question whether my life is what it is because I wanted it, or have I just not been brave enough?
Why is it, that our phantoms of the future to come, rarely resemble the ones that have preceded them?
I am 26. Did you know that?
Should’ve foreseen that my present would be so different from the future that I had imagined?
Can’t help feeling unaccomplished…

Somehow, somewhere, something went so wrong. When was it?
Got a strange sensation that along the way, there’s a dream of a “don’t know what” that I’m not able to grasp.
Why?
Don’t know. Even now, wondering and going through my deepest thoughts, I haven’t a clue.
I know what I don’t want. Is that good enough to walk on? Walt Whitman said once “Two roads diverged and I, I took the one less travelled by. And that made all the difference.”
Well, I say good for you, Walt. At least you were headed to something.
The fight never vexed me, that’s a fact. It’s not knowing, or feeling, what and how to fight for, that pains me.

One day... Who knows? The future will present himself as the here and now...

fevereiro 07, 2008

Depois admiram-se...

Os homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-se no local da selecção. Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência.

São escolhidas a dedo, porque são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.

A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.

São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos.

É uma actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.

É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás.

Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de “emigração ética”.

Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. Emigração ética, dizem eles.

Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos pequenos.

As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça.

Nas famílias alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação constitui uma crueldade. E para as mães também.

O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma humilhação e uma privação.

Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em silêncio.

Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.

Que esta história se passe no século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos, tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética.

Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.

Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb “emigração ética”.

Damos às mulheres “uma oportunidade”, dizem eles.

E quem se preocupa com os filhos?

Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses?

Recrutariam os europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses apanhar morango? Não.

O método de recrutamento seria considerado vil, uma infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância.

Blá, blá, blá.

O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de querem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.

Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?

Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.

Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.

Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.

Clara Ferreira Alves

fevereiro 06, 2008

Em jeitos de oferta...

From childhood's hour I have not been
As others were; I have not seen
As others saw; I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I loved, I loved alone.
Then- in my childhood, in the dawn
Of a most stormy life- was drawn
From every depth of good and ill
The mystery which binds me still:
From the torrent, or the fountain,
From the red cliff of the mountain,
From the sun that round me rolled
In its autumn tint of gold,
From the lightning in the sky
As it passed me flying by,
From the thunder and the storm,
And the cloud that took the form
(When the rest of Heaven was blue)
Of a demon in my view.

Edgar Allan Poe

janeiro 23, 2008

Será mesmo? Ou então não!

You Are a Chimera

You are very outgoing and well connected to many people.
Incredibly devoted to your family and friends, you find purpose in nurturing others.
You are rarely alone, and you do best in the company of others.
You are incredibly expressive, and people are sometimes overwhelmed by your strong emotions.

janeiro 15, 2008

Sócrates e a liberdade, por António Barreto


EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974
,
criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos. Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas.
Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.



EM TRAÇO GROSSO,
esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.




POR ISSO SINTO INCÓMODO
em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.



O CATÁLOGO É ENORME.
De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.



MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA.
A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A videovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas. A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na 'comunicação social' em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.



NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA.
Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.



TEMOS DE RECONHECER:
tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo...



(Público, 6 de Janeiro de 2008)